Bateria de Provas de Raciocínio (BPR)

Autoria: Leandro S. Almeida (2003); Leandro S. Almeida & Gina C. Lemos (2006)

Edição: Universidade do Minho.

Objetivo: A Bateria de Provas de Raciocínio, nas suas três versões (BPR5/6; BPR7/9; e BPR10/12), avalia as capacidades de raciocínio em alunos do 5.º ao 12.º ano de escolaridade. Na versão BPR5/6, a bateria é constituída por 4 provas: raciocínio verbal, raciocínio numérico, raciocínio abstrato e raciocínio prático; nas versões BPR7/9 e BPR10/12 a bateria integra cinco provas: raciocínio verbal, raciocínio numérico, raciocínio abstrato, raciocínio espacial e raciocínio mecânico. Todas as provas implicam apreender e aplicar relações (indução e dedução). O que diferencia as provas são o formato em que são apresentadas (analogias, séries e problemas a resolver) e o conteúdo em que os seus itens estão formulados (verbal, numérico, abstrato, prático/espacial e mecânico). Devido à especificidade do conteúdo das provas (umas mais académicas e outras mais práticas) a bateria tem servido objetivos da avaliação cognitiva na compreensão das dificuldades de aprendizagem e/ou no apoio às escolhas vocacionais dos alunos.

Estudos de validação: Desde a primeira aferição, a BPR conta com mais de três décadas de estudos, conduzidos por diversos investigadores portugueses dedicados ao domínio da avaliação cognitiva e do desenvolvimento na adolescência. Os indicadores de precisão dos resultados nas três versões da bateria são claramente positivos (ligeiramente mais baixos na prova de raciocínio mecânico). Ao nível da validade, a estrutura fatorial da bateria sugere a presença de um forte fator geral comum às provas e que tem sido entendido como capacidade de raciocínio geral. As correlações com o rendimento académico são moderadas, notando-se coeficientes mais elevados quando as provas e as disciplinas curriculares se aproximam mais em termos de conteúdo ou quando se tomam indicadores globais do rendimento académico e da bateria. Verifica-se ainda que as correlações diminuem quando passamos do ensino básico para o ensino secundário.

Utilização: A utilização da BPR está confinada a psicólogos. A bateria inclui manual de instruções, cotação e normas, cadernos com as provas e respetivas folhas de resposta. A sua aquisição pode ser feita pelo conjunto das três versões ou cada uma separadamente.

Contacto dos autores
Leandro S. Almeida, Instituto de Educação, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710 Braga, E-mail: leandro@ie.uminho.pt

Gina C. Lemos, Centro de Investigação em Educação (CIEd), Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710 Braga, E-mail: gclemos@gmail.com

Bibliografia fundamental

Almeida, L. S. (2003). Bateria de Provas de Raciocínio: Versões 5/6, 7/9 e 10/12 (Provas). Braga: Universidade do Minho.

Almeida, L. S. & Lemos, G. C. (2006). Bateria de Provas de Raciocínio: Versões 5/6, 7/9 e 10/12 (Manual Técnico). Braga: Universidade do Minho.

Almeida, L. S. & Lemos, G. C. (2005). Aptidões cognitivas e rendimento académico: A validade preditiva dos testes de inteligência. Psicologia, Educação e Cultura, 9(2), 277-290.

Almeida, L. S., Lemos, G. C., & Primi, R. (2011). Recensão crítica: Bateria de Provas de Raciocínio (BPR). In C. Machado, M. M. Gonçalves, L. S. Almeida, & M. R. Simões (Eds.), Instrumentos e contextos de avaliação psicológica (pp. 285-311). Coimbra: Almedina.

Lemos, G. C. (2006). Habilidades cognitivas e rendimento escolar entre o 5.º e 12.º anos de escolaridade (Tese de Doutoramento). Braga: Universidade do Minho.

Lemos, G. C., Abad, F. J., Almeida, L. S., & Colom, R. (2014). Past and future academic experiences are related with present scholastic achievement when intelligence is controlled. Learning and Individual Differences, 32, 148-155.

Lemos, G. C., Abad, F. J., Almeida, L. S., & Colom, R. (2013). Sex differences on g and non-g intellectual performance reveal potential sources of STEM discrepancies. Intelligence, 41, 11-18.

Lemos, G. C., Almeida, L. S., & Colom, R. (2011). Intelligence of adolescents is related to their parents’ educational level but not to family income. Personality and Individual Differences, 50(7), 1062-1067.

Lemos, G. C., Almeida, L. S., Guisande, M. A., & Primi, R. (2008). Inteligência e rendimento escolar: Análise da sua relação ao longo da escolaridade. Revista Portuguesa de Educação, 22, 83-99.